3 soft skills que te ajudam a evitar a síndrome de Burnout

Soft Skills

3 soft skills que te ajudam a evitar a síndrome de Burnout

João Jovanaci
Escrito por João Jovanaci em junho 15, 2020
5 min de leitura

Se em algum momento da sua vida profissional você observou em si mesmo um estado de tensão muito grande, que de alguma maneira prejudicou o seu desempenho na função e afetou até mesmo a sua vida fora do ambiente corporativo, você pode ter sofrido a síndrome de burnout 

O mercado de trabalho cada vez mais competitivo também reflete diretamente na saúde dos colaboradores, seja física ou mentalmente. Algumas pessoas consideram sintomas do Burnout como uma fase de estresse normal, causada pelo acúmulo de trabalho ou dificuldade de entrega de resultados. Mas a verdade é que o burnout vai além e pode até desencadear outras doenças, como a depressão, por exemplo.  

Por isso, no conteúdo de hoje nós vamos falar um pouquinho mais sobre essa síndrome e observar algumas maneiras de manter-se em equilíbrio em situações como essa. Vamos lá!     

O QUE É A SÍNDROME DE BURNOUT? 

A síndrome de Burnout pode ser caracterizada como um distúrbio emocional que tem como causa e consequência o esgotamento profissional. O termo inglês, que pode ser traduzido como “queimar por completo” foi criado pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger (1926-1999) no ano de 1974. Hoje a palavra está diretamente conectada com o conceito de “esgotamento”.  

Isso significa que situações de trabalho estressantes e com uma grande carga de responsabilidade ou tarefas pode gerar um transtorno emocional, causado pelo estresse, mas também observadas em condições de trabalho desgastantes, inclusive fisicamente.  

Uma pesquisa da International Stress Management Association (Isma-BR), estima que 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema. É preocupante, né?  

Por isso, no ano de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a Síndrome de Burnout na classificação internacional de doenças (CID), descrita como: 

“Uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. É caracterizada por três dimensões: 

• Sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia; 

• Maior distância mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho;  

• Redução da eficácia profissional;” 

Leia também: entenda o que é FOMO – A síndrome de estar perdendo algo 

QUAIS AS PRINCIPAIS CAUSAS DO BURNOUT? 

A Chartered Institute of Personnel and Development (Reino Unido) conduziu um estudo para identificar quais são os motivos que levam um profissional ao esgotamento físico e mental. Além dos motivos, que você verá abaixo, é interessante observar a frequência com que os entrevistados dizem sofrer com a pressão no ambiente de trabalho.  

Os motivos mais comuns para se sentir sob pressão (por ordem) 

1 – Volume de trabalho 

2 – Pressão por resultados 

3 – Mudança (e piora) na gestão 

4 – Estilo de gestão do chefe 

5 – Corte de gastos 

6 – Reestruturação da empresa 

7 – Insegurança no trabalho 

8 – Relação com o chefe 

9 – Dificuldade ou pressão na vida pessoal 

10 – Relacionamento com os colegas 

Com que frequência as pessoas se sentem pressionadas no trabalho? 

13% – Todos os dias 

28% – Uma ou duas vezes por semana 

26% – Uma ou duas vezes por mês 

22% – Menos do que uma vez por mês 

12% – Nunca 

COMO PREVENIR A SÍNDROME DE BURNOUT? E QUAIS SKILLS USAR? 

Em muitos casos o Burnout surge sem que percebamos, por isso é importante observar os sintomas e trabalhar em pequenas atitudes para que seja possível prevenir a exaustão e o estresse contínuo. No site do Ministério da Saúde, nós encontramos algumas orientações sobre como prevenir o Burnout, olha só: 

  • Evite o contato com pessoas “negativas”, especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros. 

E não há maneira melhor de obter o controle dos sentimentos no ambiente de trabalho se não com a inteligência emocional, a nossa primeira soft skills para evitar o Burnout. A inteligência emocional vai permitir que você trabalhe o autoconhecimento para gerir determinadas emoções que podem fazer mal, dessa forma, ao trabalhar com uma pessoa negativa, por exemplo, você criará automaticamente uma barreira, evitando que a negatividade o atinja. 

É com a inteligência emocional também que você poderá compreender melhor as emoções do próximo e identificar quando uma pessoa não está num dia bom, por exemplo. Isso te dá dois caminhos: se afastar para não ser afetado ou auxiliar a pessoa, para que de alguma forma ela possa deixar o negativismo de lado.  

  • Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal. 

Pode parecer uma dica boba, mas a verdade é que quanto mais nós desejamos, mais nos cobramos também, o que pode significar frustrações recorrentes caso não seja possível alcançar os objetivos. Dessa forma, aqui além da inteligência emocional, também é importante o pensamento crítico, nossa segunda soft skill contra o Burnout.  

O pensamento crítico vai permitir que você avalie novas alternativas para um problema de forma analítica. Nesse caso, como estamos falando de objetivos pessoais e profissionais, com o pensamento crítico você poderá incluir novas metas na sua rotina, de forma que consiga adaptar o seu momento atual. Com isso você não se cobrará tanto e ainda sim terá um norte para guiar suas escolhas de vida.  

  • Faça atividades que “fujam” à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema. 

Criar ambientes e situações que permitam esquecer os problemas do trabalho por um período pode ser muito benéfico. Há milhares de relatos de pessoas narrando como o trabalho as perseguem até mesmo na hora de dormir. Inúmeros pacientes de burnout apresentam a informação de que dormem e acordam pensando no trabalho, o que contribui para o esgotamento físico e mental.  

E nossa terceira soft skill para prevenir o Burnout é criatividade e resolução de problemas complexos. Conseguir idealizar boas e diferentes ideias de atividades que fuja à rotina é fundamental para alcançar o sucesso e reassumir as qualidades e características que o ambiente profissional estavam tomando da sua mente. Mas não basta apenas manter as ideias na cabeça, é preciso colocá-las em prática, por isso, iniciativa!  

Observando toda a complexidade do burnout fica claro a necessidade de soluções profundas. Por isso, a resolução de problemas complexos permite analisar a adversidade visando encontrar a causa raiz e não apenas observar as consequências.  

Além dessas três dicas, você pode conferir mais informações e atividades de prevenção do Ministério da Saúde.  

Lembrando que o diagnóstico de Burnout só pode ser feito por um profissional especialista, normalmente psiquiatra ou psicólogo, mediante análise clínica. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é um dos locais onde é possível encontrar suporte a respeito da síndrome.   

Gostou do conteúdo? Aproveite para compartilhar com os amigos, há ocasiões em que a ajuda de um terceiro pode ser fundamental para alertar sobre o esgotamento profissional.  

Continue acompanhando o blog da Slash para mais dicas e curiosidades sobre desenvolvimento pessoal e profissional.  

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One Reply to “3 soft skills que te ajudam a evitar a síndrome de Burnout”

suelen

Nossa…. gratidão pelo conteúdo. Muito elucidativo!